Átila Alberti
Jeffesson e Victor,
presos por receptação.

Um barracão construído ao lado de uma Igreja Adventista, em Quatro Barras (região metropolitana de Curitiba) estava sendo utilizado para desmanchar carros roubados e furtados. O local foi descoberto por policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, que surpreenderam Jeffesson Amauri Ribeiro, o "Barriga", 43 anos, e Victor Cordeiro, conhecido como "Cocada", 20, cortando um Corsa. A dupla foi autuada por receptação e adulteração de veículos pelo delegado Naylor Robert de Lima.

O delegado Itiro Hashitani, titular da DFRV, disse que a prisão de Jeffesson é continuidade de um trabalho iniciado pelos policiais da delegacia no início do ano.

No dia 13 de janeiro, Jeffesson estava trafegando em uma Kombi roubada, carregada com peças de veículos furtados e roubados, junto com seu filho Ronaldo Amauri Ribeiro, 20, e ambos foram presos. Porém Jeffesson conseguiu escapar e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

"A captura deste homem é resultado de um trabalho de investigação e do combate aos desmanches", frisou o delegado. Ele comentou que a quadrilha de Jeffesson é uma das maiores de Curitiba e seus integrantes já estão identificados.

Confissão

Jeffesson contou que estava "cortando" carros desde outubro do ano passado, quando recebeu uma proposta do proprietário de uma autopeças, em São José dos Pinhais, para "picar" os veículos e ganhar R$ 600,00 por cada serviço.

"Eu conheci este cara no Jardim Guaraituba, em Colombo. É um homem perigoso e ainda me deve R$ 5 mil", denuncia.

"Eu quase fui preso no início do ano. Não me pegaram, mas meu filho foi preso. Ele é inocente e agora estava cortando carros para pagar o advogado para tirá-lo daqui. Já paguei R$ 3 mil, mas ainda faltam R$ 2 mil", alegou.

Nos últimos dias ele "picou" quatro carros: dois Corsa ( um branco e outro preto), um Gol cinza e um Celta azul. "Eu sou culpado, mas meu filho é trabalhador. Ele é funcionário de um mercado. O meu irmão foi preso só porque estava junto. Se alguém tem que pagar sou eu", afirmou.

Victor disse que é pedreiro, mas como estava sem serviço, então resolveu aceitar a proposta de Jeffesson que lhe prometeu pagar R$ 15,00 por dia, durante uma semana para que ele o ajudasse a cortar carros. "Eu sabia que eram furtados e roubados, mas precisava de dinheiro. No fim trabalhei só dois dias e agora estou aqui", lamentou o rapaz.