Foto: Átila Alberti

Alex carrega o caixão acompanhado por amigos.

Como não poderia ser diferente, dor e emoção marcaram o sepultamento da pequena Nicolly Eduarda Ponfrecki Guedes, de pouco mais de um mês, durante a manhã de ontem, em Colombo. A menina foi encontrada morta na sexta-feira, depois que a mãe, Karla Cassiane Ponfrecki, 19 anos, contou à polícia que a criança havia sido seqüestrada. Ainda na sexta-feira, Karla confessou que mentiu e, em nova versão, alegou que Nicolly morreu ao cair de seus braços enquanto a amamentava.

O velório, iniciado no final da noite de sexta-feira, invadiu a manhã de ontem. Consolado por cerca de cem pessoas, entre parentes, vizinhos e amigos, o pai da menina, Alex Thiago Ribeiro Guedes, 20, não suportou a tristeza e foi vencido pelas lágrimas durante toda a cerimônia. Era aproximadamente 10h15 quando o pai abraçou-se ao caixão e deu os primeiros passos até o cemitério. Segurando a filhinha, Alex liderava o grupo de amigos e familiares. Durante o percurso, soluços e gritos misturavam-se às orações de Pai-Nosso e Ave-Maria. Para desespero de todos, ao final dos cerca de 500 passos que distanciavam a capela do cemitério, a pequena Nicolly, nascida há pouco mais de um mês, era sepultada na gaveta 51 do bloco 25.

Prisão

O juiz de plantão do Fórum Criminal, Rodrigo Otávio R. Gomes do Amaral, decretou na noite de sexta-feira a prisão de Karla. Além da prisão, a Justiça expediu também um mandado de busca e apreensão para que a polícia possa revistar a casa do casal. De acordo com as delegadas Daniele Serighelli e Márcia Rejeane Vieira Marcondes, o objetivo é o de encontrar as roupas usadas pela mãe no dia em que o bebê morreu.