Momentos antes de morrer, Paulo
jantava com a mulher e quatro filhos.

Paulo da Silva estava reunido com a esposa, os quatro filhos e mais dois amigos, quando a família foi surpreendida por homens encapuzados, às 19h de segunda-feira. Eles chamaram Paulo pelo nome e o retiraram da casa, localizada no final da Rua das Flores, Vila Casa Branca, Monte Castelo, em Colombo. Ele foi executado no quintal, com tiros na cabeça. Policiais da delegacia do Alto Maracanã já prenderam um suspeito do crime.

De acordo com o delegado Messias da Rosa, responsável pelas investigações, cinco homens encapuzados entraram na casa enquanto um sexto – sem capuz – aguardava do lado de fora. O homem que estava de “cara limpa” é quem teria chamado a vítima pelo nome. Pelo relato da mulher de Paulo, os “invasores” mandaram todos que estavam na residência deitarem no chão e levaram Paulo para fora. Armados com pistolas eles atiraram seis vezes. No levantamento policial foram contadas três perfurações na cabeça da vítima e encontradas seis cápsulas de projéteis para pistola, calibre 380. Antes de fugir correndo, os assassinos ameaçaram os familiares de Paulo, obrigando-os a procurar refúgio em casas de parentes.

A polícia deteve na seqüência um suspeito e apreendeu uma pistola Taurus calibre 380, que foi encaminhada à perícia técnica. “Pode ser uma das armas utilizadas no crime. Vamos esperar os exames”, explicou o delegado.

Antecedentes

Paulo era viciado em drogas e no bolso de sua jaqueta foi encontrado um cachimbo, típico para uso com entorpecentes. Segundo o investigador Simão, da delegacia local, a vítima era usuária de drogas e esteve presa por cerca de quatro meses no xadrez do Alto Maracanã. “Faz cerca de 40 dias que ele saiu. Estava preso por furto e saiu em liberdade condicional”, esclareceu o policial. Para a polícia, o crime pode ter ligação com alguma dívida de drogas que Paulo teria com traficantes.

Uma outra hipótese foi cogitada para a morte de Paulo. Segundo a PM, ele não teria pago uma prestação da casa onde reside para o proprietário do lugar, um detento da Colônia Penal Agrícola, conhecido por “Jorginho”.