O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) finalizou ontem o inquérito que apura o assassinato do delegado de Pontal do Paraná, José Antônio Zuba de Oliva, e do auxiliar dele, Adilson da Silva. O acusado Francisco Diego Vidal Coutinho, 20 anos, foi indiciado por homicídio qualificado, formação de quadrilha, porte ilegal de armas e posse de drogas. Os autos serão remetidos à Comarca de Matinhos, para que o Ministério Público se pronuncie.

Outro envolvido no crime, até agora identificado como Paulo “Tutancâmon” ou Paulo “Marã”, ainda não foi localizado. Após três trocas de tiros com a polícia, ele embrenhou-se na mata do distrito de Piraberaba, em Joinville (SC). Policiais catarinenses e equipes do Cope continuam a fazer buscas ao foragido, muito embora já seja admitida a hipótese de ele ter conseguido escapar.

Identificação

Os dois outros bandidos que compunham a quadrilha foram mortos em 26 de agosto, na segunda troca de tiros com a polícia. Os corpos de Paulo Aparecido Alves de Abreu, o “Gauchinho”, e Felipe “Tex”, estão no necrotério do IML de Joinville. As impressões digitais de “Tex” foram enviadas para o Rio de Janeiro, para tentar identificá-lo, já que o grupo veio da favela da Rocinha.

Na próxima semana a polícia deverá fazer a reconstituição dos fatos que levaram Zuba e seu auxiliar à morte na manhã de 24 de agosto. “Existem diferentes versões e pretendemos dirimir as dúvidas com este procedimento”, informou o delegado Hamilton Cordeiro da Paz.