A vítima não portava documentos
que pudessem identificá-la.

O corpo de uma mulher foi encontrado ontem à tarde, boiando no riacho que passa por um matagal, atrás de uma empresa, no cruzamento da BR-116 e da Rua João Chede, na Cidade Industrial. O caso ainda é um mistério para a polícia.

Segundo um funcionário da empresa, por volta das 2h da madrugada de segunda-feira, o vigilante fazia ronda no pátio da firma, quando ouviu gritos de uma mulher. Ele se aproximava da cerca para tentar ouvir, quando os gritos cessaram. “Ele até achou que podia ser assombração”, comentou o funcionário.

Também foi um empregado da mesma empresa quem encontrou o cadáver, às margens do rio, às 15h30 de ontem, e acionou a polícia.

O delegado Stélio Machado, titular da Delegacia de Homicídios, informou que peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local, mas não conseguiram identificar a causa da morte. “Sabemos que é uma mulher, aparenta 30 anos, mas só exames complementares vão dizer qual foi a forma que ela morreu”, disse o policial.

Programas

Stélio salientou que próximo ao local do encontro, na BR-116, é ponto freqüentado por prostitutas e travestis. “Este ano já tivemos um caso de uma garota de programa que fazia ponto na CIC e foi assassinada com um tiro na cabeça”, lembrou. “Nesses locais é comum o uso de drogas e o envolvimento dessas moças com cafetões, traficantes e outros tipos de marginais. Ainda é cedo para falarmos sobre este caso, vamos aguardar a identificação da vítima para intensificar as investigações”, acrescentou.

O cadáver da mulher foi retirado do riacho por homens do Corpo de Bombeiros e removido ao Instituto Médico-Legal (IML), onde até o final da tarde de ontem continuava sem identificação.