A história do tarado em um carro que sequestra crianças está disseminada pelo Jardim da Ordem, Tatuquara. Os pais estão com medo e redobrando os cuidados com os filhos. As escolas também acenderam o alerta e uma delas chegou a enviar bilhete para os familiares dos alunos sobre o risco. Há cerca de um mês, uma menina, de 7 anos, foi levada em um carro prata. Ela foi encontrada em uma unidade de saúde no dia seguinte, após ter sido estuprada.

Na semana passada, 820 alunos da Escola Municipal Dona Pompília levaram em suas agendas um bilhete alertando os pais sobre um homem de cavanhaque em um Palio, que oferece doces e obriga as crianças a entrarem no carro. A vice-diretora Rosângela de Cassia Munhoz explicou que não houve nenhum caso de aluno da escola abordado pelo criminoso, mas, como alguns pais procuraram a direção após saberem do boato, está sendo feito um trabalho preventivo. “As professoras também alertaram as crianças para não conversarem com estranhos”, disse.

De acordo com Rosângela, nas histórias comentadas no bairro, variam as características do carro e do homem. Em alguns relatos, o carro é um Palio azul, bordô ou prata, em outros, um Celta prata; o homem, em alguns relatos, está com um ou dois comparsas. A vice-diretora contou que não é apenas aquela escola que estaria sendo ameaçada. “Teve um caso em um colégio estadual em que uma funcionária viu um rapaz em um carro prata conversando com uma aluna. Ela interferiu e ele fugiu”.

Se só o boato já é suficiente para amedrontar os pais, saber que existe um caso concreto no bairro aumenta ainda mais o pânico. No começo de julho, um Palio prata azulado sequestrou uma menina, de 7 anos, que estava com o pai. O homem a agarrou e a colocou no carro pela janela. Os familiares encontraram a criança no dia seguinte, no pronto-socorro do Rio Bonito.

Cuidados

Com um filho de 12 anos, e dois netos, de 7 e 1, a auxiliar de produção Marlene Fagundes está preocupada com a segurança da família. “Fiquei sabendo que eles andam em um carro preto, em dois, e abordam as crianças com doce. Não cheguei a ver nada, mas a gente fica com medo”, comentou.

As crianças e adolescentes do Tatuquara também demonstram temor. “Minha filha e a amiga chegaram correndo em casa, com medo, dizendo que tinham visto um carro preto parado”, contou a dona de casa Pérola Fátima Almeida. “Venho trazer e buscar meu filho na escola todos os dias. Enquanto ele não entra na sala, eu não saio daqui. O cuidado está dobrado”, destacou Paloma Amaral.

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