Uma cena comum para quem anda pelos ônibus de Curitiba preocupa usuários, motoristas e cobradores. Trata-se da invasão, cometida por vândalos que entram nos ônibus pelas portas traseiras sem pagar e, como se não bastasse, ainda ameaçam os usuários caso haja reclamação.

Em dias de jogo de futebol, a cobradora Maria Aparecida Neto afirma que é impossível conter as invasões. “Quando isso acontece, prefiro não intervir. Nunca se sabe o que a pessoa que está furando a catraca tem em mãos, não quero arriscar a minha vida”, afirma a cobradora, que trabalha e uma das linhas do terminal do Fazendinha.

As ameaças também fazem parte da rotina de trabalho do motorista Aluisio Hickmann. “Muitas vezes encontro pessoas querendo entrar no ônibus sem pagar. Quando não deixo, sofro ameaças. Eles dizem que mais tarde vão dar o troco”, reclama.

De acordo com usuários, a construção de tubos mais protegidos seria a solução para as constantes invasões. “Estamos muito vulneráveis com os atuais. Mais policiamento também ajudaria muito”, sugere a usuária Tânia Mildemperg.

Parado

De acordo com a Urbs, em dezembro do ano passado, o decreto 156/08 que rege a lei 12597/08, intitulada como a Lei do Transporte, orienta que motoristas e cobradores tomem iniciativas para providenciar e impedir que esse tipo de invasão aconteça. Por meio de sua assessoria, a Urbs afirmou que o motorista que encontre problemas com marginais conduza o ônibus até o terminal mais próximo e acione a Polícia Militar (PM) ou que não movimente o veículo até que algum órgão de defesa chegue até o local.

A PM reforça que, em caso de invasão, os usuários e trabalhadores devem denunciar pelo 190 e ainda registrar boletim de ocorrência, para que o Grupo Tático Velado – responsável pelas ações irregulares nos ônibus – busque os responsáveis.