Cemitério de motocicletas.

Por trás de uma pequena porta onde eram comercializadas peças de motocicletas usadas, policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) encontraram um imenso desmanche, que funcionava há 30 anos, no bairro Novo Mundo. O proprietário do negócio ilícito, João Albino de Oliveira, que já havia sido preso por adulteração e receptação, foi novamente detido. Os funcionários dele – Wilson Perpétuo de Almeida Rodrigues, Nelson Ticiano Miler e Sandro Luís de Oliveira – também foram encaminhados para a delegacia especializada.

De acordo com o delegado Ronald de Jesus, os policiais já estavam investigando, quando na tarde de ontem resolveram vistoriar a pequena loja "João das Motos", que funcionava na Rua Cel. Herculano de Araújo. No estabelecimento foram encontradas diversas peças, mas ao revistar todo o terreno os policiais se surpreenderam com a quantidade de motos e motores espalhados pelo local. Através de alguns chassis, o delegado descobriu que as motos estavam com registro de furto e roubo, porém apenas depois da perícia nas peças será possível precisar quantos veículos são de origem ilícita. As adulterações e reformas das motocicletas eram feitas em uma casa ao lado da loja. "O comércio funcionava como fachada. João comprava os veículos roubados, adulterava os chassis, reformava e depois os revendia", contou o delegado.

Presos

O proprietário do desmanche alegou que possui notas fiscais de todas as motos e que comprou grande parte em leilões, sem saber que eram furtadas ou roubadas. Porém, o delegado afirma que a documentação refere-se à compra de peças velhas, para disfarçar o crime. João foi autuado em flagrante por receptação e adulteração, crime pelo qual já havia sido indiciado. "Nós registramos uma média de 23 veículos roubados todos os dias na capital e deste total 30 % são motos. Por isso iremos intensificar as investigações nestes desmanches", finalizou o delegado, batizando a ação policial como "Operação Motoboy".