Romoaldo provavelmente
conhecia seus assassinos.

O ex-policial civil Romoaldo Martins, 40 anos, foi morto a facadas dentro de sua residência, na Rua Santina Manzok Zen, 20, casa 9, no Jardim Itália, em São José dos Pinhais. Ele recebeu vários golpes pelo corpo e um corte no pescoço, quando foi atender a porta, de pijama, e foi surpreendido por seus assassinos. Um dos chinelos da vítima ficou do lado de fora da casa. O crime teria ocorrido na manhã de sábado, porém o corpo só foi encontrado ontem pela manhã.

Na noite de sábado, por volta das 22 horas, policiais receberam uma ligação anônima informando que um homem estava morto dentro de sua residência. Para verificar a situação, uma viatura deslocou-se até o Residencial Parque dos Sabiás, onde conversou com os vigilantes, que não perceberam nada de anormal. Como não sabiam exatamente de qual casa se tratava, os policiais apenas realizaram uma ronda dentro do condomínio e nada encontraram.

Horas mais tarde, outra informação por telefone dava conta de que uma Blazer pegava fogo próximo do conjunto residencial. Ao verificarem a placa do carro, policiais descobriram que a Blazer pertencia a Romoaldo, que morava no conjunto. Ligando os fatos, os policiais resolveram ir até a casa dele na manhã de ontem, e encontraram o corpo caído na entrada. Das duas facas utilizadas, uma estava quebrada embaixo do corpo e a outra cravada no pescoço, semi-degolado.

Mistério

A casa, que teve a porta trancada pelo lado de fora, não apresentava sinais de arrombamento e aparentemente nada foi roubado. Na sexta-feira, vizinhos viram Romoaldo lavando a Blazer, à tarde, e também à noite, durante reunião do condomínio. No sábado, ele não foi visto. Os moradores também contaram que Romoaldo, que estava há mais de dois anos separado, costumava levar mulheres para casa. No local onde a Blazer branca placa CTD-9144 foi queimada, três mulheres e dois homens foram vistos saindo do carro. Segundo o investigador Gonçalves, da delegacia local, suspeita-se que a vítima conhecia os assassinos, e que provavelmente uma das mulheres que ele costumava levar à sua casa pode ter armado a trama.

Investigações ainda serão realizadas no sentido de verificar se os cartões bancários e de crédito da vítima tiveram movimentações no horário do crime. Se as movimentações bancárias forem confirmadas, segundo o sargento Araújo, do 13.º Batalhão da Polícia Militar, pode ser que Romoaldo foi mantido como refém dentro de casa enquanto os bandidos realizavam saques.

Outro fato intrigante é que Romoaldo, apesar de estar há 10 anos exonerado do cargo, dizia que era policial. Atualmente ele trabalhava com compra e venda de automóveis. O caso será investigado pela delegacia de São José dos Pinhais.