Policiais do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) conseguiram comprovar, através de exame de DNA feito pelo Instituto de Criminalística, a morte de um menino procurado pela polícia desde 1990. Leandro Correia desapareceu em 22 de maio de 1990, quando tinha três anos de idade, na cidade de Roncador, a 100 quilômetros de Campo Mourão.

A polícia prosseguiu com as investigações mesmo depois do arquivamento do inquérito pela Justiça e conseguiu comprovar agora que ossos encontrados próximos à região do crime logo após o desaparecimento são mesmo da criança. Os ossos foram encontrados em uma região próxima a Fazenda São Jorge, onde a criança foi vista pela última vez.

Segundo a delegada titular do Sicride, Ana Claudia Machado, os ossos foram submetidos a exame pericial logo que foram encontrados, mas na época o exame de DNA ainda não era uma realidade. De acordo com as investigações, a criança estava na lavoura com a mãe Djanira dos Santos Correia e com o padrasto Pedro Alexandre quando desapareceu. Após a realização de diversas diligências, o inquérito policial foi arquivado pela Justiça em 1994.

“Apesar disso, o Sicride continuou investigando o caso e agora com os avançados exames que podemos fazer na Criminalística comprovamos que os ossos encontrados eram compatíveis com o DNA da mãe da criança”, afirmou.

A delegada ainda explicou que agora cabe à Justiça decidir se reabre o caso para que a polícia possa então investigar as causas da morte da criança. “Nós vamos encaminhar um relatório sobre as novas descobertas, juntamente com o laudo do Instituto de Criminalística para o Fórum local, já que se tratava de um inquérito arquivado. Agora é da Justiça a decisão sobre a continuidade das investigações”, explicou.

Ana Claudia Machado disse que, mesmo com o arquivamento dos casos, o Sicride não deixa de investigar o paradeiro das crianças desaparecidas no Paraná. “Com a elucidação deste caso fica a certeza de que o Sicride continua investigando independentemente do tempo em que o fato ocorreu, mantendo a excelência da delegacia que é pioneira e exclusiva em todo o país”, declarou.

Na tarde desta quinta-feira (4), uma equipe de policiais do Sicride juntamente com a delegada Ana Cláudia e a psicóloga da delegacia visitaram a mãe de Leandro para relatar sobre a confirmação da morte do menino. “A mãe ainda reluta em acreditar, mas é uma atitude comum nesses casos onde a esperança da família nunca morre. De qualquer maneira, estamos tentando ajudá-la com a psicóloga da nossa delegacia que é especialista em atender pessoas nestas situações de dor e tristeza”, disse.