Consumido há tempos pelo vício do crack, Marlon Barbosa, 28 anos, foi mais uma das inúmeras vítimas da violência do tráfico de drogas. Por volta das 15h30 de ontem, ele foi executado com aproximadamente cinco tiros no peito, na favela do Parolin.

O crime aconteceu a poucos metros do barraco onde moram familiares da vítima, na Rua Eugênio Parolin. De acordo com testemunhas, o autor dos disparos é um morador da vila, conhecido como “Madruga”, que não foi localizado.

A mãe, que morava com Marlon no Boqueirão, surgiu desesperada no local. Aos prantos, ela gritava que tinha alertado o rapaz e feito de tudo para ele largar as drogas.

Mudança

Os dois moraram até pouco tempo no Parolin e se mudaram justamente por conta de problemas de Marlon com pessoas ligadas ao tráfico. No entanto, o rapaz costumava voltar a vila, como fez ontem, para visitar parentes e amigos. Pouco antes do crime, Marlon foi visto acompanhado de três pessoas.

“Testemunhas contaram que o autor do crime é o ‘Madruga’, que seria morador da vila. Como não havia cápsulas no local, provavelmente ele usou revólver para matar o rapaz”, disse o sargento Powelak, do 12.º Batalhão da Polícia Militar. Investigadores da Delegacia de Homicídios e o delegado Alexandre Bonzatto compareceram ao local do crime.

Drogas

O sargento lembrou que o tráfico de drogas é o maior problema do Parolin, principalmente na favela. Neste ano, com a morte de Marlon,  13 assassinatos foram registrados no bairro.

O mais recente aconteceu no fim de julho, quando Romeu César Goes, 27, foi morto a tiros na esquina da Rua Lamenha Lins com a Rua Professor Leônidas Ferreira da Costa.