Foto: Alberto Melnechuky

?Paulista? foi morto por volta das 22h30, na Avenida Izac Ferreira da Cruz.

Minutos depois de deixar uma boate, na Avenida Izac Ferreira da Cruz, no Sítio Cercado, em Curitiba, um homem identificado apenas como ?Paulista?, aparentando 38 anos, foi executado na Rua Luiz Gurgel do Amaral Valente, no mesmo bairro, às 22h30 da última terça-feira.

Testemunhas informaram que ele caminhava pela rua, quando um Gol branco passou pelo local e aconteceram vários disparos, acertando a vítima. ?Paulista? caiu no meio da rua, agonizando. O Siate foi acionado, mas ao chegar no local ?Paulista? já estava morto.

Um morador da rua, que prefere não ser identificado, disse que saiu para abrir o portão para que a mulher entrasse com o carro na garagem. Assim que terminou, ouviu oito tiros. Ele se abaixou e foi se arrastando para dentro da residência, temendo ser atingido por uma bala perdida.

Boate

Freqüentador assíduo da boate, ?Paulista? esteve no estabelecimento por volta das 22h. Ele tomou duas cervejas e pagou uma conta antiga. ?Ele tinha bastante dinheiro na carteira?, comentou uma moça que trabalha na boate. Ela contou que ?Paulista? era um freguês muito simpático. ?Era uma pessoa querida. Não sei porque, mas logo hoje (terça-feira), me deu vontade de tirar uma fotografia dele. Falei e ele disse que não gostava de tirar fotos. Mesmo assim, puxei o rosto dele e bati?, disse a mulher, exibindo o celular com a foto do cliente. Segundo ela, antes de deixar o local, ?Paulista? abraçou as mulheres que trabalham no estabelecimento e disse: ?Se cuidem, meninas?.

Apesar de ir à boate com freqüência, nenhuma das mulheres sabia seu nome. Elas contaram que ?Paulista? falava pouco sobre sua vida. A única coisa que sabiam é que o homem morava sozinho num sobrado no bairro e que sua família era de São Paulo.

Investigações

A proprietária da boate levou o delegado Eduard, da Delegacia de Homicídios, e o investigador Jorge até o sobrado da vítima, para ver se os policiais descobriam alguma pista que possa levar à prisão dos autores. O investigador Lopes, também da DH, informou que existiam comentários no local que o motivo do crime seria acerto de contas e que possivelmente a vítima estaria envolvida em roubos. ?Ainda é cedo. Temos que aguardar a identificação e apurar maiores informações. Na seqüência teremos novidades?, salientou.