Acusado de seqüestrar e tentar extorquir o proprietário de uma eletrônica, o policial civil Cristian Maximiliano Gonçalves Cordeiro, 35 anos, lotado na Delegacia de Furtos e Roubos, foi preso por policiais militares e levado ao 8.º Distrito Policial (Portão). Também foram presos Arquimedes Souza de Araújo, 37 anos, e Tadeu Pindel Júnior. Segundo a PM, os dois se identificavam como policiais civis.

A vítima, que preferiu não ser identificada, contou que Cristian e os dois homens estiveram em sua eletrônica pedindo para que arranjasse um aparelho de TV a cabo, para que não precisassem pagar assinatura. Ele fez o serviço. Ontem à tarde, os três foram buscar o aparelho. Cristian se identificou como policial e avisou que o que o proprietário da eletrônica estava fazendo era ilegal e iria prendê-lo, obrigando o homem a acompanhá-lo no Fiat Tipo, placa CMA-8544, junto com Tadeu e Arquimedes, que se identificaram como policiais.

No caminho, eles avisaram o proprietário da eletrônica que poderiam esquecer o assunto mediante o pagamento de R$ 3 mil. Durante a negociação, eles baixaram o valor para mil reais. Como estava em poder do trio e temendo por sua vida, o rapaz concordou e telefonou para o sogro pegar o dinheiro na Caixa Econômica Federal, da Avenida Brasília, por volta das 16h. O policial e seus amigos ficaram aguardando em frente.

Flagrante

Antes de sair para ir ao banco, o sogro da vítima acionou a Polícia Militar, que compareceu ao local e efetuou o flagrante no momento em que o sogro da vítima iria entregar o dinheiro. Cristian foi conduzido pelo Cope ao 8.º Distrito Policial. Os outros dois também foram entregues pela Polícia Militar na mesma delegacia. O delegado Guaraci Hoffmann, responsável pelo caso, preferiu não falar sobre o assunto. Ele disse que ainda estava tomando conhecimento da situação e vai aguardar a vítima prestar depoimento e os PMs entregarem os outros dois presos no distrito.

Segundo informações da Delegacia de Furtos e Roubos, Cristian está de férias e prestava serviços no setor de registro de boletins de ocorrência, não estando habilitado a fazer investigações nem prisões.