Familiares de Luiz Cleverson de Andrade, 28 anos, assassinado durante manifestação na Rua Nicola Pellanda, Umbará, na noite de quinta-feira da semana passada, estiveram na manhã de ontem na Delegacia de Homicídios, para contestar a versão da microempresária que confessou o crime.

Para Luiz Carlos, irmão da vítima, não foi ela quem matou. “Mais de uma pessoa viu um homem atirar”, afirma Luiz Carlos. No entanto, para a delegada Vanessa Alice, titular da DH, não há dúvidas que a atiradora seja a empresária. A mulher se apresentou espontaneamente na tarde de terça-feira, com o revólver calibre 38, que está em seu nome e foi usado para matar Cleverson.

Medo

Em depoimento, ela contou que, foi cercada por rapazes embriagados e atirou porque pensou se tratar de assalto. A empresária foi indiciada por homicídio doloso e vai responder em liberdade.

O revólver foi encaminhado para a perícia, bem como o carro da condutora. De acordo com a delegada, um homem era passageiro do veículo, que será ouvido nos próximos dias.

“Meu irmão nunca fez nada a ninguém. Era pai de família, tinha dois filhos. Estava ali, sem camisa, sem nada. Como estaria armado?”, disse Luiz Carlos. Uma adolescente disse ter visto um homem alto, moreno, de barba e de cabelo grisalho atirar. “Porém, o carro tinha película nos vidros e os disparos foram feitos de dentro do veículo”, contestou a delegada. O protesto dos moradores do Umbará começou com o atropelamento de um menino de 11 anos, primo de Luiz Cleverson.