A prisão do marido, de dois filhos, da nora e da irmã, por envolvimento com o tráfico de drogas, não serviu de exemplo para Zélia de Freitas, 52 anos. Na tarde de segunda-feira ela foi flagrada com crack, maconha e vários aparelhos celulares, que de acordo com as investigações, havia recebido de viciados, como forma de pagamento.

Além dela, foi presa sua ex-nora, Andréa Jesus Boaventura, 22, que a polícia descobriu que a ajudava na distribuição e entrega dos entorpecentes. A prisão aconteceu na mesma casa onde o restante da família havia sido preso por investigadores do 7.º Distrito Policial (Hauer), na Rua Luiz Machuca, no Boqueirão.

Foram apreendidas 48 pedras de crack prontas para a venda, além de uma pedra de aproximadamente 70 gramas, que poderia produzir até 350 porções para consumo.

Pequena quantidade maconha, um rolo de papel alumínio que era usado para enrolar as pedras, oito celulares e cerca de R$ 200,00 em notas trocadas e muitas moedas também foram recolhidos na residência.

Sequência

O delegado Clóvis Galvão Gomes disse que mesmo com a prisão do chefe da família, no ano passado, as vendas de drogas continuaram. “Depois de prender o marido, prendemos o filho, a filha, a nora e até a irmã. Mas mesmo assim, as ligações no número 181 de narcodenúncia continuaram”, explicou o delegado.

Os policiais fizeram campana no endereço e flagraram as duas, segundo Clóvis. Porém, Zélia afirmou que sua prisão é um equívoco. “Essa droga não era minha, foi jogada para a minha casa por um adolescente. Ele conseguiu fugir, mas eu é que levei a culpa”, contou. Ela disse também que espera ir para a mesma cadeia onde está a filha e a irmã. “Pelo menos não vou me sentir tão sozinha”.