Depois de ser preso algumas vezes e fugir da cadeia porque estava passando fome, o autor de um duplo homicídio mais uma vez voltou para a cadeia, na sexta-feira passada, ao ser parado uma blitz realizada por policiais do 22º Batalhão da Polícia Militar, em Campina Grande do Sul. Contra Alexsandro Alves da Silva, 27 anos, havia uma mandado de prisão pelo crime cometido em 2008, quando ele degolou a golpes de foice dois colegas que estavam dormindo após uma bebedeira, na área rural de Campo Magro. Ele foi encaminhado à delegacia de Quatro Barras, onde permanece preso.

Horas depois do crime, Alexsandro foi orientado pela família a comparecer à delegacia de Colombo, onde confessou os homicídios. Depois disso, a vida de Alexsandro se resumiu em prisões e fuga.

Em abril de 2009, ele resolveu fugir com demais presos da delegacia de Campo Magro, porque estaria se alimentando muito mal. Mas, conforme a polícia, dois meses depois ele mais uma vez teria sido preso por policiais do Centro de Operações Policiais (Cope).

Segundo informações da delegacia de Quatro Barras, do Cope, Alexsandro foi enviado ao Centro de Triagem II, de onde saiu por força de um alvará de soltura.

Até que, na sexta-feira passada, ele passava de carro por uma rua atrás da BR-116 quando caiu numa blitz montada pela PM. O estado precário do veículo chamou a atenção dos policiais que decidiram abordá-lo. Dentro do carro havia outras três pessoas, que foram liberadas. Alexsandro foi preso porque contra ele havia um mandado de prisão pelo duplo homicídio expedido por Almirante Tamandaré, que respondia por Campo Magro.

Ao ser ouvido na delegacia, Alexsandro até se emocionou ao voltar para a cadeia e disse que não entendia o motivo de sua prisão, já que respondia em liberdade. Aos policiais, ele disse que continuava morando com a mãe em Campo Magro, mas nunca recebeu nenhuma intimação e portanto não sabia que tinha mandado de prisão expedido. O documento, inclusive, expiraria nos próximos dias. Só que, em abril deste ano, Alexsandro foi denunciado pelo Ministério Público e agora deverá ir a julgamento.