O curso de formação de delegados da Polícia Civil do Paraná recebeu corte na quantidade de horas/aula. Para a Associação dos Delegados de Polícia no Paraná (Adepol), que criticou a decisão, a redução foi de 800 horas/aula para apenas 280, muito menos do que as 600 horas mínimas recomendadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Já a cúpula da Polícia Civil afirma que as 280 horas/aula a que a Adepol se refere são apenas de disciplinas técnicas/presenciais e que outras 320 horas, para completar a recomendação da Senasp, serão feitas em módulos teóricos não presenciais e estágios em delegacias.

A Adepol emitiu ofícios ao delegado geral Riad Farhat, ao secretário da Segurança Pública, Leon Grupenmacher, e ao governador Beto Richa, afirmando que formação tão enxuta não prepara delegados novatos, colocando a vida deles próprios e da sociedade em risco. A Adepol também afirmou que a decisão tem “roupagem política”, já que seria interesse do governador, que visa a reeleição, em resolver o mais rápido possível a falta de delegados em 53 comarcas no Estado.

Modernização

A cúpula da Polícia Civil afirmou que houve modernização da grade e apenas matérias teóricas, não usadas mais no dia a dia da profissão, foram retiradas. Segundo Riad, em entrevista à Gazeta do Povo, as disciplinas técnicas foram mantidas integralmente. Agora há 32 módulos teóricos não presenciais, em estudos no Conselho da Polícia Civil, de matérias como análise criminal, aspectos jurídicos da abordagem policial, crimes ambientais, gerenciamento de crimes, papiloscopia, busca e apreensão, investigação criminal.

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