Corpo de Pedro encontrado no
mato por casal de pescadores.

O misterioso caso do desaparecimento do funcionário da Ceasa, Pedro Domingos Machado Junior, 22 anos, chegou ao fim na manhã de ontem. Enrolado em um carpete, o rapaz foi encontrado morto, com um tiro na boca, na zona rural do município de Mandirituba. Uma cova rasa feita ao lado do corpo denunciou que a intenção dos assassinos era ainda mais audaciosa.

O corpo de Pedro estava jogado em uma propriedade, na região do Ganchinho, a mais de 15 quilômetros do centro do município. Apesar do local escolhido pelos assassinos ser considerado de difícil acesso, os moradores da região costumam passar com freqüência por ali. Por volta das 9h, um casal de idosos seguia para uma pescaria, quando suspeitou do volume embrulhado no carpete. Ao abri-lo, encontraram o corpo do funcionário da Ceasa e acionaram a polícia. Ao lado do cadáver os policiais de Fazenda Rio Grande e Mandirituba acharam uma cova rasa. “Provavelmente a intenção dos assassinos era enterrá-lo, mas aconteceu algumas coisa que os fez abandonar o cadáver”, afirmou o superintendente da Delegacia de Fazenda Rio Grande, Valdir de Cordova Bicudo.

Tiro

Segundo o laudo da perícia criminal, Pedro foi morto com um tiro na boca que transfixou sua nuca. Para o superintendente, a forma como ele foi assassinado indica uma possível ligação com o tráfico de drogas. “Geralmente o tiro na boca quer dizer “cala boca? porque a pessoa está falando demais, e para servir de exemplo a outros envolvidos com o esquema”, disse o policial.

Outra evidência que relaciona a morte de Pedro com entorpecentes é que o local onde ele trabalhava está sendo alvo constante de investigações da polícia. Pelo menos três casos de consumo e tráfico de drogas na Ceasa foram investigados este ano pela delegacia de Fazenda Rio Grande.

Desaparecimento

O plano de execução foi colocado em prática na noite de domingo, quando a vítima foi seqüestrada por quatro homens. Segundo o relato da esposa de Pedro à polícia, por volta das 20h30 quatro indivíduos foram até a moradia do casal, situada na Rua São Félix, Jardim Susuki, Fazenda Rio Grande, pedir informações. Do portão da residência, um dos indivíduos desceu de um veículo Corsa e perguntou a Pedro qual era a casa onde morava uma mulher chamada Maria. Após passar as indicações do local, o homem de aproximadamente 1,50 m e cabelos cacheados escuros, foi embora junto com o grupo.

Após alguns minutos, os indivíduos retornaram à casa de Pedro e, desta vez, três deles desceram do carro, deixando o quarto integrante do grupo ao volante. Eles alegaram não terem encontrado a casa e pediram para que a vítima fosse até o portão, apontar o local. Assim que chegou perto dos homens ele teria sido dominado e colocado no banco de trás do carro, que saiu em alta velocidade. As investigações estão sendo conduzidas pela delegacias de Fazenda Rio Grande e Mandirituba.