Delegado Recalcatti exibe "equipamento" usado pelos
bandidos pra neutralizar
alarmes dos bancos.

As agências do Banco do Brasil tornaram-se "meninas dos olhos" para as quadrilhas especializadas em roubos a caixas eletrônicos. Na madrugada de domingo, a situada no bairro Seminário foi alvo dos bandidos pela segunda vez em uma semana. Utilizando uma nova estratégia, os marginais conseguiram agir sem despertar a atenção da polícia, levando cerca de R$ 50 mil.

Na manhã de domingo uma cliente foi até a agência, situada na Avenida Sete de Setembro, e percebeu que um dos caixas havia sido arrombado. Quando a polícia chegou ao local encontrou uma tela de amianto sobre os sensores, o que impediu que o alarme fosse acionado durante o assalto. Segundo o delegado Rubens Recalcatti, titular da Delegacia de Furtos e Roubos, os assaltantes seriam dois homens que, no sábado da semana anterior (dia 14), invadiram a agência e colocaram embalagens de marmitex – feitas de alumínio -, sobre os sensores. Na ocasião eles não concluíram o roubo por que uma equipe de segurança foi até o local, ao perceber que o sinal do alarme estava cortado. "As embalagens de marmitex e a tela de amianto sobre os sensores inutilizam o alarme e com isso a empresa de segurança não é acionada, e nós só ficamos sabendo do fato no dia seguinte", explicou o delegado, lembrando que, na última quarta-feira, também utilizando uma tela de amianto, os marginais levaram R$ 20 mil da agência do Banco do Brasil do Bigorrilho.

Furadeira

Somente este ano, cerca de dez agências foram alvo das quadrilhas em Curitiba e Região Metropolitana. Os assaltantes ficaram conhecidos pela audácia em arrancar os caixas e arrombá-los em outro local. "As agências do Banco do Brasil são as mais visadas, pois as máquinas ficam sobre um suporte e não são anexas às paredes, o que facilita a remoção com um pé de cabra", contou o delegado.

Porém, os últimos três assaltos registrados na capital foram feitos de outra maneira. "As quadrilhas invadem a agência de madrugada e com uma furadeira destroem a máquina, retirando o dinheiro das gavetas. Desta forma os marginais não chamam a atenção com a remoção do pesado equipamento", finalizou Recalcatti.