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Policiais tentaram "esconder"
o fusca, após o atentado.

Três homens encapuzados, armados com uma metralhadora calibre 9mm e ocupando um Gol verde, assassinaram com dezenas de tiros o major Pedro Plocharski, 49 anos, que exercia interinamente o cargo de comandante do 13.º Batalhão da Polícia Militar, sediado no Capão Raso. O oficial havia deixado a sede do batalhão e seguia para sua casa – no Umbará – ao volante do Fusca placa AGQ-5710, quando foi atocaiado pelos criminosos. O ataque aconteceu às 18h45 de ontem, quando a vítima seguia pela continuação da Rua João Chede, marginal à BR-476, na direção da trincheira que liga a Cidade Industrial ao Pinheirinho. Com o impacto dos tiros, o Fusca foi parar fora da pista.

Pelas primeiras informações colhidas pela PM, os bandidos estariam esperando o major embaixo da trincheira. "Ele não teve tempo de reagir", comentou o major Fadel, comandante da Companhia de Choque. Plocharski estava fardado e carregava consigo uma pistola calibre ponto 40. No local, foram recolhidas cerca de 20 cápsulas das balas que saíram da metralhadora. O veículo do oficial ficou crivado de balas. No IML foram constatadas perfurações no pescoço, peito, perna, braço e barriga da vítima, mas somente com exames complementares poderá se apurar a quantidade exata de tiros que atingiram o oficial.

Plocharski era policial militar há 28 anos e já trabalhara no Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). Atualmente, comandava interinamente o 13.º Batalhão, por causa das férias do coronel titular. "Pode ser uma retaliação contra a corporação ou pessoal", disse o major Fadel. Não se sabia, ontem, se o major estava envolvido em algum trabalho que pudesse ter motivado uma vingança. "Todas as possibilidades serão investigadas", comentou o delegado Jaime da Luz, da Delegacia de Homicídios.