A casa que funcionava como ‘centro de treinamento’ para galos de briga, no Uberaba, em Curitiba, foi fechada por policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e pela Rede de Defesa Animal da prefeitura, no fim da manhã desta terça-feira (21).

Gaiolas abrigavam 19 galos, a maioria com ferimentos de brigas recentes, principalmente na região do pescoço e cabeça. Objetos empregados no transporte dos animais e medicamentos, usados para entorpecê-los antes das brigas, também foram apreendidos.

Conforme a investigação policial, a moradia, na Rua Luiz Gallieri, quase esquina da Avenida Senador Salgado Filho, era usada para manter animais de vários proprietários.

Além de ser treinados, segundo a polícia, era ali que os animais recebiam curativos na volta das rinhas. O dono do imóvel, Ivan Gileand, 64 anos, e Adriano Souza, 40, que tomava conta dos animais, foram presos em flagrante por crime de maus tratos.

“A denúncia chegou ao pessoal da prefeitura, que nos avisou na delegacia. Ficamos uma semana investigando, então organizamos essa operação para resgatar os galos e prender os responsáveis”, explicou o superintendente Ivan José de Souza, da DPMA.

Segundo ele, como a casa servia apenas para guardar os animais, o próximo passo será descobrir onde as rinhas eram realizadas. O dono da casa disse que estes eventos ilegais são feitos fora de Curitiba.

“Costumam acontecer em Campo Largo, Tijucas do Sul, geralmente na região metropolitana”, indicou Gileand. Ele e Adriano foram levados para a delegacia e autuados. Se condenados, podem pegar de três meses a um ano de prisão, além de pagar multa, aplicada pela prefeitura.

Adoção

Os galos receberam atendimento de alunas residentes do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que além de fazer curativos, colocaram microchips em cada um deles.

Depois disso, ficaram aos cuidados da Rede de Defesa e Proteção Animal da prefeitura e serão colocados para adoção após se recuperar. “Quem quiser adotar um dos galos vai precisar assinar termo de compromisso. Os microchips vão nos ajudar a fiscalizar para que não retornem para as rinhas”, disse Edson Evaristo, zootecnista da prefeitura.

Aliocha Maurício
Além de ser treinados, segundo a polícia, no local os animais recebiam curativos na volta das rinhas.