Foto: Walter Alves

Marcelo e Fábio deram versões diferentes sobre o ocorrido.

Uma discussão na Rua Emiliano Perneta, no Centro de Curitiba, na madrugada de ontem, terminou com o assassinato do garçom Ricardo Adriano da Borba, 24 anos, e a prisão dos homicidas, minutos depois do crime. Marcelo Silva Pereira, 23 anos, e Fábio Rodrigues de Araújo, 26, foram detidos em flagrante na Praça Zacarias, às 4h10, depois que policiais militares do 12.º Batalhão receberam descrições das características dos suspeitos e os perseguiram.  

De acordo com testemunhas, o desentendimento aconteceu quando a vítima e dois amigos, todos garçons em um restaurante no Centro, saíam do serviço. As informações são de que Ricardo parou para ?pedir fogo? a Marcelo e Fábio, que estavam na calçada. Porém, para espanto do garçom, a resposta de um dos homens foi ?o único fogo que tenho é esse aqui?, apontando um revólver calibre 38 em sua direção. Ricardo, que estaria embriagado, teria discutido com o rapaz, dizendo que se aquilo era uma ameaça, que atirasse. Nesse momento, o assassino atirou três vezes contra o peito de Ricardo e fugiu, acompanhado do amigo.

Quando a viatura chegou ao local, os policiais depararam com o garçom ferido e acionaram o Siate. Ricardo foi socorrido, mas chegou sem vida ao Hospital Evangélico. Em contato com testemunhas, a polícia foi informada sobre as características dos suspeitos e, dez minutos depois, Marcelo e Fábio foram presos na Praça Zacarias, pelos soldados Marques e Nilton. Na abordagem, a arma do crime foi localizada com Fábio, porém, as informações eram de que Marcelo teria sido o autor dos disparos.

Ambos foram presos e encaminhados ao 1.º Distrito Policial (Centro), onde foram autuados em flagrante. Juntamente com a dupla, foi apreendido o revólver com duas munições intactas e três deflagradas. Interrogados em salas separadas, os detidos apresentaram versões diferentes sobre o acontecido. Fábio alegou que Ricardo teria roubado o tênis de Marcelo e, quando o garçom negou-se a devolver o calçado, foi baleado. Já Marcelo diz que não tem nada a ver com o crime e que foi preso enquanto esperava num ponto de ônibus.