A garota encontrada morta por estrangulamento, na manhã de sábado, na zona rural de São José dos Pinhais é Paloma dos Santos Agostinho. Ela morava em Guaratuba, tinha 16 anos e era mãe de um menino de 28 dias, nascido em Paranaguá, que está desaparecido.

Até o final da tarde de ontem, não havia pistas do paradeiro da criança, mas há informações que ela está viva. Um suspeito já teria sido identificado e a polícia não descarta que se trate de alguém conhecido da vítima.

Paloma e o bebê foram vistos juntos, pela última vez, na tarde de quinta-feira, em Guaratuba. Acompanhada da sogra, a adolescente foi levar o filho a um posto de saúde, para fazer o teste do pezinho.

Na volta, a sogra os deixou a quatro quadras de casa, que fica no Conjunto Cohapar, e, a partir daí, mãe e filho sumiram. De acordo com o pai de Paloma, Marcelo Agostinho, a jovem não chegou em casa.

“Alguma coisa aconteceu no caminho, mas ninguém sabe de nada”, dizia ele, referindo-se à vizinhança e ignorando que a polícia já tem alguns elementos que podem levar ao esclarecimento dos fatos. Horas após o sumiço, familiares da garota e o marido dela – o pedreiro Jéferson de Goes, 31 anos – procuraram a polícia e registraram o desaparecimento.

Crime

Na manhã de sábado, Paloma foi encontrada morta, numa rua de chão, próximo ao Contorno Leste, no bairro Rio Pequeno, em São José dos Pinhais. “Ainda não sabemos o que motivou o crime. Estamos tentando apurar porque a menina foi trazida para cá”, disse o delegado Gil Tesseroli.

“O que nos intriga é que o bebê não foi encontrado”, continuou. Informações apuradas com pessoas ligadas à polícia dão conta que, na noite de ontem, os investigadores montaram campana em três locais, no Litoral e em São José dos Pinhais, na tentativa de encontrar o autor do crime. As informações davam conta também que o criminoso teria matado Paloma para ficar com o bebê, porém o motivo não foi confirmado pela polícia.

Enquanto algumas equipes investigam o crime, outros policiais continuam realizando buscas, à procura da criança. O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) também entrou no caso.

Família

Na tarde de ontem, a polícia ouviu o marido de Paloma, com quem ela se relacionava há cerca de três anos. “No depoimento ele confirmou as informações sobre o sumiço da garota e do bebê. Jeferson foi ouvido como testemunha e não há indício de envolvimento dele no crime”, afirmou Tesseroli.

O pai de Paloma também não mostrou desconfiança com relação ao genro. “Eles sempre se deram bem. Não imagino quem possa ter feito isso. Ela não conhecia ninguém aqui em São José dos Pinhais”, declarou.