Também na região de Ponta Grossa a polícia está mobilizada – com apoio do Grupo Tigre e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) – para capturar a quadrilha que seqüestrou a família do gerente do Banco do Brasil em Carambeí -município a 15 km de Ponta Grossa. Irani Sartori, a esposa dele e um bebê de colo foram abordados na noite de quarta-feira por bandidos armados que ocupavam dois carros. O seqüestro terminou com a libertação da mulher e da criança, sem pagamento de resgate. Os bandidos conseguiram fugir.

A abordagem aconteceu por volta das 22h, na PR-151, rodovia que liga Carambeí e Ponta Grossa. O bancário voltava para casa após um passeio com a família, quando teve o carro “fechado” por outros dois veículos. A quadrilha se dividiu rapidamente: dois homens levaram a esposa e o bebê em um carro, enquanto a outra dupla ficou com Sartori. Os ladrões foram com o gerente para a casa dele, em Carambeí, e mantinham contato com os comparsas seqüestradores através do celular de Sartori.

Hora marcada

De acordo com as informações do delegado operacional Marcus Vinicius Sebastião, da 13.ª Subdivisão de Ponta Grossa, por volta de 5h da madrugada de ontem os bandidos receberam um telefonema, feito de um orelhão para o celular de Sartori. Eles saíram da casa do gerente e ordenaram que às 8h ele estivesse na agência bancária e aguardasse novo contato telefônico, com instruções para o pagamento do resgate. Sartori, então, acionou o setor de segurança do Banco do Brasil, que por sua vez avisou a polícia e o Cope.

Antes mesmo de o gerente receber o telefonema dos sequestradores, a polícia teve informações de que a esposa e o bebê haviam sido liberados em Londrina, perto da rodoviária. Naquela cidade, ela foi atendida por funcionários do banco e ontem mesmo voltaria para Carambeí. O delegado Sebastião informou que ainda hoje ela deverá ser ouvida e levada ao Cope para ver os retratos-falados dos seqüestradores. “Já temos pistas dos bandidos, mas ainda não posso adiantar as informações para não atrapalhar as diligências policiais”, afirmou o delegado. De acordo com ele, os seqüestradores usavam luvas e não deixaram impressões digitais na casa do bancário.