O chamado para atender um motociclista ferido com linha de cerol levou a Guarda Municipal (GM) a recolher cerca de 4 mil metros do fio (com cola e pó de vidro ou limalha de ferro), numa loja de fogos de artifício do bairro Guaíra. O estabelecimento foi multado e poderá ter o alvará cassado, caso seja reincidente. Apesar de testemunhas confirmarem o acidente, o motociclista não foi encontrado.

O guarda municipal Fernando Ribas explicou que quando chegaram ao local, os guardas não encontraram a vítima, mas testemunhas disseram que o motociclista, sem ferimentos graves, foi embora sozinho, já que o fio cortou a jaqueta de couro e atingiu superficialmente a pele. Como estava próxima à favela do Parolin, disseram as testemunhas aos guardas, a vítima ficou com medo de assalto ou represália por parte dos amigos do jovem que soltava a pipa.

Pipa

Um rapaz, de 20 anos, que soltava pipa com cerol foi abordado. Ele contou aos guardas onde havia comprado o fio, que de acordo com a lei estadual 16.246/2009, tem fabricação, venda e uso proibidos. Na loja de fogos de artifício na Rua Minas Gerais, encontraram à venda nove rolos de cerol, com 450 metros cada um. Ribas explicou que, caso a vítima tivesse permanecido no local, o rapaz que soltava a pipa seria preso.

O dono da loja não estava lá. Um funcionário contou que é comum garotos do bairro e do Parolin comprarem o cerol na loja. A Secretaria de Urbanismo foi chamada e multou o estabelecimento em R$ 500. Apesar do material proibido, contou Ribas, todos os alvarás, licenças e impostos do comércio estavam em dia.

Lâmina

O cerol é tão afiado quanto uma lâmina. A lei que proíbe a fabricação e comercialização do produto foi instituída depois de vários relatos de motociclistas que tiveram o pescoço cortado profundamente. Denúncias de uso, fabricação e venda de cerol podem ser feitas à Polícia Militar, no telefone 190, ou ao telefone da GM em Curitiba, o 153.