Joseli e Amilton lesaram várias
pessoas com bilhetes falsos.

O casal acusado de praticar golpes em toda a cidade -principalmente o conto do bilhete premiado – foi preso por investigadores da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas. Joseli de Cássia Garcia Rodrigues Pereira, a “Jô”, 29 anos, e Amilton de Oliveira Souza, 44 anos, confessaram os crimes. O delegado Agenor Salgado, titular da especializada, informou que três vítimas já reconheceram os malandros.

Salgado já tinha divulgado o retrato falado de “Jô” para ajudar na sua captura e alertar as vítimas. “Ela cortou o cabelo depois da divulgação, mas podemos observar a sua grande semelhança com o retrato”, afirmou o policial, exibindo o desenho confeccionado a partir da descrição feita pelas vítimas. Segundo o policial, “Jô” participava ativamente do golpe junto com um homem chamado Jorge, que está sendo procurado pela polícia. “A função de Amilton era apenas dar fuga ao casal”, relatou o policial.

Confissão

Em seu depoimento, Joseli disse que Jorge se aproximava e esbarrava na vítima, fazendo-se passar por pessoa humilde, do interior. Depois dizia que tinha um bilhete premiado e queria ajuda da vítima para receber o prêmio. Com muita conversa, acabava convencendo a pessoa a ficar com o bilhete em troca de uma quantia bastante inferior ao suposto prêmio. “Para uma delas, que foi lesada em R$ 5 mil, eles prometeram R$ 30 mil”, frisou o delegado. Salgado disse que a mulher ainda foi até seu apartamento buscar outro cartão bancário para dar mais dinheiro aos golpistas, mas o marido dela estava em casa e eles resolveram fugir, levando ainda o celular da vítima.

Amilton, por sua vez, alegou à polícia que sabia pouco sobre a forma de aplicar o golpe. “Ele apenas aguardava em um Fiat Tempra, de propriedade de Joseli. Após lesar a vítima, o casal ligava para o celular de Amilton e dizia onde ele tinha que buscar os vigaristas”, revelou Salgado.

O delegado informou que Joseli já tem passagem por estelionato, pela delegacia de Presidente Prudente (SP), e estava em liberdade provisória. Quanto a Amilton, ele já respondeu por homicídio e cumpriu sua pena. “As investigações continuam no sentido de levantar outras vítimas do grupo. Se alguém reconhecer os espertalhões pode entrar em contato com a delegacia através do telefone 322-1653”, solicitou o policial.