Um funcionário público da cidade de Guaíra, acusado de mandar matar a própria esposa em parceria com a amante, teve o pedido de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça. Arnoldo Alexandre Fritz está preso, suspeito de ser o mandante do assassinato de Cleonice Marcondes, ocorrido em maio do ano passado. O relator do processo, ministro Fernando Gonçalves, negou o habeas corpus porque Arnoldo manifesta periculosidade e desprezo ao sofrimento humano.

Em 11 de maio de 2001, um homem encapuzado invadiu a casa de Arnoldo. Simulando um assalto, matou Cleonice. Cinco meses depois, a polícia recebeu um telefonema anônimo indicando o nome e a localização do matador. Preso, o homem confessou o crime e apontou Arnoldo como mandante. Ele teria pago R$ 1,5 mil para o assassino. O dinheiro foi levantado junto com a amante, Nilza Gomes Apolinário, conforme o próprio Arnoldo confessou na delegacia, ao ser preso e interrogado.

Ao pedir o habeas corpus, Arnoldo argumentava que é réu primário e possui endereço fixo. Alegou também que confessou o crime sob tortura na delegacia de Guaíra e que não há indícios concretos de sua participação no homicídio. Para o ministro-relator Fernando Gonçalves, não há provas de coação por parte dos policiais.