Cansado de ser assediado sexualmente, Antônio César Vieira Prince, o “Tonho”, 33 anos, degolou um homem conhecido como “Baixinho”, na noite de ontem, no Jardim Evelise, bairro Costeira, em Araucária.

O crime aconteceu pouco antes de 20h, numa casa de madeira, na Rua Alberto Leminovski, onde Antônio costumava pernoitar. Depois de golpear o colega, ele espalhou para todo mundo que havia matado alguém e foi detido pela Polícia Militar perambulando na região. A vítima estava sem documentos e quem forneceu seu apelido à polícia foi o próprio assassino.

Visivelmente bêbado, Antônio contou ao delegado Rubens Recalcatti, da delegacia de Araucária, que conhecia a vítima pelo nome de Hamilton Pereira, que teria a mesma idade que ele.

E relatou que passou o dia tirando leite de vaca para ajudar o dono da casa onde costuma passar as noites e, quando voltou para casa, “Baixinho” esperava por ele com um litro de pinga debaixo do braço. Antônio disse também que, vez ou outra, a vítima dormia na mesma casa.

“Ele insistiu para que fizesse sexo com ele. Queria que eu fosse seu companheiro. Eu disse que não queria e comecei a fazer a janta. Ele ficou bravo e começou a me agredir”, contou. Antônio conta que os dois brigaram e, para se defender, pegou uma foice e atacou a vítima.

Depois do crime, ele ainda limpou a arma num saco plástico e deixou-a em pé, apoiada numa parede perto do corpo. Em seguida, saiu atordoado pela região e até passou pela casa do patrão, avisando que havia matado uma pessoa. A PM foi acionada e, em questão de minutos o prendeu.

A filha do dono da casa contou que Antônio e “Baixinho” costumavam se embebedar e eram vistos andando abraçados. Segundo ela, a família da vítima mora no Jardim Tupi.

Para o delegado, além de confessar o crime, Antônio afirmou que já havia transado uma vez com “Baixinho” porque os estavam bêbados. “Fiz isso porque ele me obrigou. Onde já se viu. Eu larguei minha mulher e ia ficar com homem?”, indagou. Depois de contar a história Antônio foi autuado em flagrante por homicídio.