O corpo encontrado na manhã de quarta-feira dentro de um galpão abandonado, no Bacacheri, foi identificado extra-oficialmente no IML. Através dos objetos pessoais e das características da vítima, Marília Miranda reconheceu o jovem morto como seu filho, Gustavo Chaves de Miranda, 20 anos. A identificação oficial não pôde ser realizada porque o cadáver está em avançado estado de decomposição e não foi possível aos papiloscopistas colher as impressões digitais da vítima, que será identificada com o exame de DNA.

Através do reconhecimento familiar foi confirmada a hipótese de que Gustavo seria um dos homens que escapou da troca de tiros, ocorrida no último dia 11 de abril, envolvendo assaltantes e policiais da Companhia de Choque (Rone). Naquela ocasião, seis homens que trafegavam com um Vectra roubado, trocaram tiros com a polícia, sendo que um marginal foi preso – Nataniel de Oliveira -, um morto – Hermínio Martinez – e os demais conseguiram fugir. Pelas evidências, Gustavo foi ferido durante o confronto e conseguiu andar por algumas quadras e se esconder no galpão, mas devido à gravidade do ferimento acabou morrendo no local. Ao lado de seu corpo foi encontrado um revólver calibre 38, que foi recolhido pela Polícia Científica.

A mãe do jovem acredita que Gustavo morreu em decorrência das más companhias. "Há pouco tempo ele começou a andar com um pessoal que eu não conheço. Antes era um rapaz trabalhador", contou. Ainda segundo Marília, o seu filho estava morando junto com a namorada – que está grávida – na casa de amigos. Ele não tinha antecedentes criminais.

Ciente da situação, a mãe sintetizou a morte do filho em uma frase: "Falta de conselho não foi".