Um mês após a Operação Salgueiro, que desvendou esquema de tráfico de drogas dentro da lanchonete Waldo X-Picanha Prime, na Alameda Cabral, em Curitiba, a Polícia Civil concluiu o inquérito e deve encaminhá-lo ao judiciário até o fim de semana.

Conforme as polícia, a lanchonete oferecia ‘delivery‘ de entorpecentes, que eram entregues por motoboys junto com os lanches. Gravações de conversas telefônicas, com supostas negociações de drogas, foram divulgadas pela RPC-TV nesta quinta-feira (23).

Em um trecho das conversas, Alexsandro Cardoso, o ‘Sandro‘, proprietário da lanchonete, encomenda dez ‘rodas‘ a um homem não identificado. Segundo a polícia, ele se referia a dez comprimidos de ecstasy.

Em outra ligação, um homem, que também não foi identificado, pergunta se o dono da lanchonete tem ‘convite‘. Conforme a polícia, na verdade ele falava sobre pontos de LSD.

No terceiro trecho das gravações, divulgado pela emissora, o empresário conversa com um homem, a quem chama de ‘Bueno‘, e pergunta sobre a possibilidade de seu estabelecimento ser alvo da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (AIFU), realizada em bares e casas noturnas da capital pela polícia, guarda municipal, fiscais da prefeitura e vigilância sanitária.

Bueno tranquiliza Sandro, dizendo que os bares dele não estavam na rota da Aifu naquela noite. Para a polícia, trata-se de um indivíduo ligado as fiscalizações. Durante sete meses, policiais da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) investigaram o esquema de ‘delivery‘ de drogas.

Os policiais também apuraram denúncias de tráfico em outros estabelecimentos, entre eles a casa noturna Purple Hills, que fica ao lado do Waldo X-Picanha Prime e também pertencia a Sandro.

O antigo Bar do Matozzo, o Bar Amarelinho e o Opção Bar, todos na região central, também foram apontados pela polícia como pontos de venda de drogas. No mês passado, quando a operação foi deflagrada, dez pessoas foram presas nos quatro estabelecimentos.

Cocaína, maconha, armas e munições foram apreendidas. Entre os presos, apenas Paulo Renato Lucas, 48 anos, deixou o complexo penitenciário em Piraquara, na semana passada.

No dia da operação, foi detido com 25 gramas de cocaína e uma pequena porção de maconha, mas o juiz acatou o pedido da defesa para que ele respondesse em liberdade.