A polícia ainda não avançou na investigação do caso dos três jovens espancados por taxistas, na madrugada de 19 de abril, em Pinhais. A família reclama que os filhos não foram ouvidos oficialmente na delegacia.

Um dos agredidos, Emerson Rodrigues de Paula, 17 anos, passa por tratamento psicológico, devido a surtos de pânico, e seu irmão, Jefferson Rodrigues de Paula, 20, está afastado do trabalho para se recuperar das fraturas no braço. O primo deles, Alisson de Paula, 18, ainda sente dores no ouvido.

Corrida

Os três foram espancados na Vila Perneta, em Pinhais, após tentarem pegar um táxi até a Vila Trindade, Cajuru, no ponto da Avenida Jacob Macanhan. O taxista não quis levá-los, alegando que o destino era perigoso. Com a recusa, um dos jovens chutou a porta do carro e o trio saiu caminhando. O taxista pediu apoio a outros colegas, que cercaram os rapazes e os espancaram.

Alguns dias após a confusão, o então delegado de Pinhais, Jairo Estorílio, ouviu o taxista, que não informou quem foram os agressores. Nos últimos dias, o delegado Fábio Renato Amaro assumiu a delegacia do município e seguirá com as investigações.