Alberto Melnechuky
Os irmãos aterrorizavam o bairro.

Dois irmãos que aterrorizavam a Vila Osternack, no Sítio Cercado, foram mortos na madrugada de domingo. Por volta das 2h, Marcelo Fonseca da Silva, 18 anos, foi baleado nas Moradias 23 de Agosto, em frente a um bar. Assustados com os tiros, os familiares de Marcelo foram ver o que acontecia. Quando saiu de casa, Fábio Fonseca da Silva, 21, também foi baleado a 200 metros de onde estava o corpo do irmão, na Rua Delegado Ricardo Taborda Ribas (Rua Cinco).

A mãe, em estado de choque, não conversou com os policiais da Delegacia de Homicídios. Porém uma vizinha comentou com o investigador Lopes que a dupla não levava desaforo para casa. Ambos tinham fama de encrenqueiros e cometiam delitos pela região. Segundo as informações levantadas por Lopes, as mortes ocorreram por alguma briga de gangues.

Policiais militares da região, que atenderam o fato, contaram aos investigadores da Delegacia de Homicídios que a dupla era conhecida por diversos crimes praticados no bairro, entre eles, vários furtos. Até mesmo caminhões de entrega, como o da Coca-Cola, já não entravam mais na vila com medo de Marcelo e Fábio. A Delegacia de Homicídios ainda busca informações sobre os assassinos. "Sem a colaboração da população, nosso trabalho fica mais difícil. Esperamos por alguma denúncia anônima", finaliza Lopes.

Mais dois executados no Parolin

Nem a chuva forte que caía na tarde de ontem inibiu um homem, identificado apenas como Edvaldo, a executar a tiros duas pessoas na Rua Chanceler Mauro Müller, no Parolin, às 17h de ontem. Luís Fernando Messias, 16 anos, levou vários disparos na cabeça. outra vítima só foi identificada pelo apelido de "Negão" e seria moradora no centro da cidade.

De acordo com o soldado Barundrecht, que atendeu o local junto com seu colega Peter, as vítimas estavam em frente a um bar na Rua Chanceler Mauro Müller, quando foram executadas. Em seguida, o autor arrastou os corpos, um a um, até a esquina, no cruzamento com a Rua Montese, onde os deixou estirados no chão. "Aqui ninguém fala nada", lamentou Barundrecht, enquanto protegia o local onde estava as vítimas dos curiosos, com uma metralhadora nas mãos.

Apesar do silêncio dos moradores, que provavelmente assistiram as execuções, os policiais apuraram o nome de um suspeito e chegaram a cercar uma moradia, na Rua Montese, onde ele estaria escondido, mas não encontraram o suspeito. O duplo homicídio pode ter sido motivado por drogas.