Briga em família ou acerto de
contas são as hípóteses da polícia
para o duplo homicídio.

Ernani Rodrigues Amado, 18 anos, o “Boca”, e Fernando Rodrigues Amado, 22, foram assassinados em frente a casa deles, na Rua Professor José Farani Mansur Guérios, Parolin, às 22h30 de domingo. Os acusados de ser os assassinos são o vizinho das vítimas Fábio do Amaral, o “Fabinho”, 20 anos, e um amigo dele, conhecido como “Fernandinho” ou “Fernando do Capanema”, que seria morador da Vila das Torres, Prado Velho. A Delegacia de Homicídios está investigando o caso.

Lindacir, mãe das vítimas, assistiu à morte dos filhos. Segundo relatou, Fábio chegou em frente da casa empurrando Fernando. Nesse momento, um parente dos irmãos foi avisar o que acontecia na rua. Ernani saiu da cama e foi em socorro do irmão. Na rua, Fábio e “Fernandinho” empunhavam duas armas cada um. “Atira, mata de uma vez”, teria dito Ernani ao ver os canos das armas apontados para ele e o irmão. Assim foi feito, e após matar os dois rapazes, os assassinos fugiram correndo.

Motivos

Para a mãe das vítimas o motivo da morte dos filhos está no passado. Ela lembrou que cerca de três anos atrás, Fábio teria contratado alguém para assassinar Fernando. Porém, algum tempo depois o “matador de aluguel” apareceu morto e suspeitou-se que seus filhos tivessem algum envolvimento com o fato. “Não dá para controlar os filhos depois que crescem, mas que eu saiba eles não faziam nada de errado”, disse, acrescentando que estava consciente que a vida dos dois terminaria daquele jeito, pois tivera algumas “visões” que a alertavam para o perigo. “Espero que a matança pare por aqui, mas minha família é muito grande”, declarou.

E justamente em desavença familiar que a polícia busca outro possível motivo para as mortes, já que Fábio era casado com uma prima dos irmãos executados e tinha um filho com a irmã deles. A situação confusa teria causado uma rixa entre eles, que pode ter levado à dupla execução.

Investigação

O crime foi atendido pelo cabo Bittencourt e soldados Patrício e Fernandes, do 13.º Batalhão de Polícia Militar. Junto aos corpos foram encontrados dois cartuchos de pistolas, calibres 380 e 9mm, e de um revólver, calibre 38, que foram entregues ao perito Alcebíades, da Polícia Científica.

Os investigadores Bela, Tiquinho, Nero e Edineu, da DH, colheram as primeiras informações para descobrir o paradeiro dos assassinos e as razões do duplo homicídio. De acordo com o superintendente da DH, Neimir Cristovão, os crimes não estão relacionados à briga de gangues que vem ocorrendo com freqüência na Vila das Torres. As vítimas não tinham antecedentes criminais mas podem estar envolvidas em crimes que estão sendo averiguados pela delegacia.