Os apartamentos do Palais
Lac Léman valem R$ 1 milhão.

Bandidos experientes, provavelmente vindos de São Paulo e que contaram com informações privilegiadas foram os responsáveis pelo assalto no edifício Palais Lac Léman, no Ecoville (Mossunguê), terça-feira à noite. Esta é a principal suspeita dos policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), responsável pela investigação do caso, juntamente com a Delegacia de Furtos e Roubos. O nome de um suspeito já foi apurado: Marcos José Mafra. Ele é fugitivo da Justiça paulista. Bem apessoado, Mafra já enganou o porteiro de um prédio de classe média alta no bairro Santana (SP), vestindo com a farda da Polícia Militar.

Segundo a polícia, a frieza dos bandidos indica que eram, no mínimo, “tarimbados”. “Para ficar tranqüilo durante três horas, tem que ser experiente”, disse o delegado titular do Cope, Luiz Carlos de Oliveira. Para manter as aparências, os bandidos permitiram a entrada de um motoboy que entregava pizzas – as pizzas foram distribuídas para os reféns – e de um farmacêutico que aplicou injeção de antibiótico em uma criança que também estava sendo feita refém.

Detalhe

Outro detalhe interessante, no entender da polícia, é a máscara de acrílico usada por um dos assaltantes – todos os demais (cerca de 15, ao todo) tinham o rosto descoberto. “É um indício de que essa pessoa temia ser reconhecida”, falou Oliveira, concordando com a declaração de seu colega, delegado Alfredo Dib, da DFR. O mascarado reforça a suspeita de que alguém de dentro do condomínio tenha repassado ao bando informações preciosas sobre o sistema de segurança e a circulação de pessoas no recinto. Alguns dos cerca de 40 funcionários do Palais Lac Léman serão chamados para depor no Cope. Oliveira solicitou à polícia de São Paulo nomes e fotografias de integrantes de quadrilhas de ladrões de apartamentos que agem no Estado vizinho. “As quadrilhas estão migrando para cá e recrutando pessoas para cometer novos assaltos”, disse o policial.