Uma desastrada brincadeira é a principal hipótese da morte do auxiliar de instrumentação Celso de Oliveira Correia, 21 anos. Um tiro na virilha atingiu sua artéria femural e o fez sangrar até a morte aos 30 minutos da madrugada de ontem, numa casa abandonada da Rua Emílio Woss, bairro Tomás Coelho, Araucária. Ele próprio teria disparado acidentalmente o revólver.

Celso era funcionário da Petrobras, pai de dois filhos e morava na mesma rua. Na noite de quarta-feira ele se reuniu com três amigos para beber na moradia abandonada. Um revólver apareceu e dois tiros foram ouvidos. “Os colegas disseram que Celso estava embriagado e disparou acidentalmente contra a própria perna”, relatou a escrivã Regina, da delegacia de Araucária. O primeiro tiro teria sido efetuado pela própria vítima, de brincadeira.

O pai de Celso escutou os estampidos, saiu de casa e viu o filho ainda vivo, e consciente. Mas aos poucos Celso foi desacordando e morreu antes da chegada do socorro médico. O revólver desapareceu do local, mas foi entregue mais tarde à delegacia de Araucária. Segundo seus familiares, Celso nunca teve armas e não sabia manuseá-las.

Os exames da Polícia Científica vão determinar se o disparo foi mesmo feito por Celso.