Policiais da Delegacia de Homicídios reiniciam hoje as buscas pelo corpo de João Anílson Pereira da Silva, 21 anos. Desaparecido desde 11 de dezembro, o rapaz pode ter sido assassinado e enterrado numa construção na Rua José Maria Wabeski, São João. Um suspeito de tê-lo matado por causa de um furto está sendo investigado pela polícia.

A família de João Anílson, que é solteiro e morava com os pais, prestou queixa na DH e o procurava desde a época do desaparecimento, sem êxito. Mas uma nova pista surgida há poucos dias deu outro rumo às buscas. Um morador do bairro revelou aos pais do rapaz que ele teria sido morto pelo servente de pedreiro Elias Costa, conhecido como “Magrão”.

Obra

Segundo a testemunha, “Magrão” trabalhava e pernoitava numa obra na Rua José Maria Wabeski e suspeitava que João, morador da mesma rua, tivesse furtado duas máquinas de corte de dentro da construção. Por isso o servente teria agredido o rapaz a coronhadas na cabeça, até matá-lo. O corpo teria sido ocultado e o local provável seria uma fossa séptica dentro da própria obra. Quarta-feira, uma equipe da DH esteve no endereço e fez buscas superficiais, mas nada encontrou. Hoje as buscas recomeçam, desta vez com auxílio de um pedreiro que trabalhou ali. “Há um local onde suspeitamos que esteja o corpo”, falou o superintendente da DH, Neimir Cristóvão. A polícia considera ainda a hipótese de a vítima ter sido “desovada” em outro endereço.

De acordo com Neimir, “Magrão” esteve preso, entre 22 de dezembro de 2002 e 31 de janeiro de 2003, no 7.º Distrito Policial, Vila Hauer, por porte ilegal de duas armas. Uma delas é um revólver com cabo de borracha, mesmo tipo de arma supostamente usada para agredir João.