Desempregado sofreu atrocidades
e foi enterrado em cova rasa.

Não economizaram crueldade os assassinos do desempregado Alexandre de Paula Silva, 25 anos, conhecido como “Zoinho”. Desaparecido desde sexta-feira, o rapaz foi encontrado morto às 10h de ontem, numa chácara ao lado das Moradias Zanon, Tatuquara, onde morava. Ele foi estrangulado com uma corda, espancado e queimado.

Através de uma denúncia anônima o 13.º Batalhão da Polícia Militar encontrou o corpo de Alexandre enterrado em uma cova rasa dentro do bosque da chácara, que tem acesso direto às Moradias Zanon. A poucos metros, também debaixo da terra, estavam uma camisa e os sapatos que a vítima ganhara de presente da irmã. No mato ao redor, a polícia recolheu restos de roupas incendiadas.

O rapaz tinha escoriações no corpo, sangue no peito e queimaduras superficiais nas pernas e virilha Å além da corda firmemente amarrada no pescoço e no punho direito. Segundo a perita criminal Gisele Floriani, a necropsia vai determinar se a causa da morte foi mesmo o estrangulamento. A visualização de outras lesões foi prejudicada pela terra que lhe cobria o corpo.

Briga

O delegado Sebastião Ramos Neto, da Homicídios, apurou no local do crime que “Zoinho” meteu-se numa briga há questão de 10 ou 15 dias. Apanhou bastante, num bar da região. “Teria sido um atrito entre gangues. Há indícios de envolvimento com drogas e danos contra o patrimônio (furto ou roubo)”, afirmou o delegado, salientando os requintes de perversidade do assassinato.

O pai de Alexandre revelou que ele contava com passagem pela polícia, cujo motivo está sendo levantado. A DH investiga agora se a briga em que a vítima se envolveu tem relação com sua morte.