Moradores próximos ao ponto final do ônibus Jardim Graziela, em Almirante Tamandaré, ouviram cinco tiros, às 22h10 de quarta-feira. Em seguida, encontraram o corpo de Márcio José Lourenço Pereira, 18 anos, o “Testa”, caído na Rua José Milek Filho. O rapaz já tinha passagens pela polícia, mas ainda não há pistas do motivo de seu assassinato.

Foi o pai de Márcio quem informou o nome dele ao superintendente Ediu e ao investigador Ranulfo, da delegacia local. Ele chegou ao local preocupado, atravessou a faixa de isolamento e abaixou-se em frente ao jovem caído. Com um isqueiro iluminou o rosto de Márcio coberto pelo sangue, levantou e disse, em um suspiro: “É meu filho”.

Vila

O pai da vítima não sabia se o filho tinha envolvimento com drogas. “Em casa ele nunca levou nada. Mas a gente saía para trabalhar e deixava ele solto na vila”, disse, com um sentimento de impotência frente à realidade. “Sozinhos eles se envolvem com quem não deve”, lamentou, completando que, quando Márcio era menor de idade, tirou-o da cadeia.

Segundo o superintendente Ediu, o rapaz já foi acusado de assalto a ônibus. “Não descartamos nenhuma hipótese para o homicídio, mas temos certeza que a vítima foi executada, provavelmente após ser rendida por seu assassino”, comentou. O perito Elmir, da Polícia Científica, não conseguiu contar quantos disparos atingiram a cabeça de Márcio. “Há muito sangue, somente com exames complementares poderemos determinar a quantidade de lesões”, explicou.