O corpo de Robson foi
encaminhado ao IML de Curitiba.

Suposta vítima de uma briga entre gangues, o soldador desempregado Robson Cristiano Correia, 20 anos, foi morto a tiros na Rua Valdomiro Valaski, bairro Afonso Pena, São José dos Pinhais, às 20h30 de terça-feira. O crime foi cometido perto de um ponto de ônibus a uma quadra da casa da vítima, e seria uma resposta a um disparo que deixou paraplégico um membro de grupo rival.

O pai da vítima, Valdemar Correia, contou que há alguns dias houve uma briga durante uma festa, entre grupos do Afonso Pena e do Jardim Cristal, também em São José. No meio da confusão, um rapaz identificado apenas como “Rato” foi baleado e saiu do hospital da cadeira de rodas.

Vingança

Membros da gangue do Jardim Cristal, do qual “Rato” faria parte, apontaram um rapaz como autor do tiro. Este suspeito estaria conversando com Robson, na noite de terça, e conseguiu fugir quando os integrantes do grupo inimigo apareceram. O soldador não teve a mesma sorte e foi morto com um tiro no olho e outro na cabeça. Ele não portava documentos nem tinha dinheiro, e só foi identificado ontem de manhã no Instituto Médico Legal.

Valdemar confirmou que o filho se relacionava com o grupo do Afonso Pena, mas disse ele nada tinha a ver com o atentado a “Rato”. “Robson já havia ido embora da festa quando o rapaz foi baleado”, disse o pai.

Na delegacia de São José dos Pinhais está marcado para hoje o depoimento de duas testemunhas. Uma delas, inclusive, estava junto com a vítima no momento do atentado. Segundo o superintendente Everson Haisi, um grupo de rapazes passou andando de bicicleta pela vítima e seu colega e depois retornou a pé. Quando houve o encontro entre eles, aconteceram os disparos. “Pelas informações não houve nenhuma discussão, apenas os disparos”, disse o policial.