O julgamento do policial civil Daniel Luís Santiago Cortes, acusado de participar da morte do estudante Rafael Zanella, em 28 de maio de 1997, que estava marcado para ontem, foi adiado mais uma vez. Segundo informações da Vara Privativa do 1.º Tribunal do Júri o motivo do adiamento foi a falta de testemunhas de acusação e nova data deve ser marcada para julho.

O delegado Maurício Bittencourt Fowler e o escrivão Carlos Henrique Dias ainda não têm julgamento marcado. Além deles, o delegado-geral-adjunto da Polícia Civil, Francisco Batista Costa, deve ir a júri popular. Costa foi titular do 12.º Distrito Policial (Santa Felicidade), onde ocorreu o crime. Ele não participou da operação que resultou na morte de Zanella, mas é acusado de falsidade ideológica e usurpação de função, porque o autor do disparo que matou Zanella trabalhava na delegacia, embora não fosse policial.

Morte

O crime aconteceu em 28 de maio de 1997, quando Rafael foi abordado pelos policiais civis Airton Adonski e Reinaldo Siduovski e pelo informante Almiro Deni Schmidt, em Santa Felicidade. Assim que parou o carro, Rafael foi atingido com um tiro na cabeça e morreu na hora.

Após a abordagem, os policiais e o informante – autor do disparo – tentaram encobrir o assassinato, alegando que Rafael teria reagido. Eles afirmaram ainda que o estudante estava traficando drogas. Para montar a encenação, os policiais colocaram um revólver na mão do rapaz, já morto, além de uma quantidade de maconha em sua roupa.