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Buraco mostra cadeia frágil.

Os latidos dos cachorros que ficam soltos no quintal da casa vizinha ao 10.º Distrito Policial, Sítio Cercado, foram o alarme que evitou a fuga em massa da carceragem. Depois de abrir um buraco na parede, dois presos conseguiram fugir. Os demais preparavam-se para escapar quando a polícia ouviu o barulho dos cães e conseguiu conter os criminosos.

De acordo com o superintendente Marcos Antônio Ferreira, por volta da 13h os cães começaram a latir mais que o habitual. Os investigadores então correram para o terreno vizinho, por onde alguns presos já haviam fugido em novembro do ano passado, e encontraram dois detentos pulando o muro. Willian Carlos do Nascimento Messias e Sidnei Barreto, ambos acusados de furto, não foram recapturados; já os demais 34 homens, que estavam prontos para entrar no estreito buraco, foram contidos. Os policiais pediram apoio ao Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), e todos os presos foram recolhidos nas únicas duas celas da carceragem. "Não tem como deixar tantos homens empilhados em duas celas, por isso somos obrigados a deixá-las abertas e permitir que eles ocupem o corredor", disse o superintendente, lembrando que a capacidade da carceragem é para 12 homens, seis em cada cela.

O buraco foi aberto na parede em que funciona o chuveiro e o boi (vaso sanitário rente ao chão), o que facilitou a fuga.