Foragido da Prisão Provisória de Curitiba, no Ahu, desde o dia 25 de fevereiro de 2000, o latrocida e assaltante de banco Márcio Rodrigues Inae, 28 anos, mais conhecido como “Japonês”, retornou para o sistema penitenciário. Ele foi preso na manhã de sábado por policiais da Delegacia de Estelionato e Roubo de Cargas, em São José dos Pinhais, quando fazia o balanceamento e geometria de seu carro, o Golf, placa ANA- 2422. Márcio escapou da prisão, junto com outros doze detentos. Ele era o único que continuava nas ruas.

Ele contou que logo depois que escapou foi para à Santa Catarina e depois mudou-se para Porto Alegre, onde abriu uma confecção e estava morando com a mulher e os filhos. Márcio confessou que não abandonou o mundo do crime: há pouco tempo roubou um banco e uma joalheria, em Santa Catarina. “Estou triste porque esta semana meu comparsa foi morto pela polícia”, disse o assaltante, que é condenado a 21 anos de reclusão, se referindo a Cleiton Jaques Porfiro, mais conhecido como “Magrão” ou “João Grandão”, morto com dois tiros no peito após tentar assaltar um soldado do BPTran – Batalhão de Polícia de Trânsito, na manhã de terça-feira.

Assaltos

O superintendente Hélcio Piasseta, da Delegacia de Estelionato, disse que a ação foi coordenada pelo delegado Armando Marques Garcia. Ele contou que os policiais receberam uma informação que Márcio estava retornando para Santa Catarina, onde pretendia resgatar um de seus parceiros do crime, Fábio Luiz dos Santos, o “Polaco”, preso por roubo em Itajaí(SC). Márcio nega a ação. “Estou pagando advogado para livrar a cara dele. O advogado irá entrar com pedido de habbeas corpus”, garantiu o foragido.

Hélcio disse que o rapaz será conduzido à Prisão Provisória de Curitiba e as delegacias competentes deverão investigar se ele cometeu algum crime no Paraná durante o período em que esteve nas ruas. “Sabemos que ele assaltou joalherias e bancos em Santa Catarina e já avisamos os policiais de lá”, contou o superintendente.

Fuga

Márcio foi preso em 1998 após assaltar o posto avançado do Conglomerado Banestado e matar o capitão Almeida, da Polícia Militar, após troca de tiros. Ele fugiu junto com outros doze bandidos de alta periculosidade. A maior parte deles, é de assaltantes. Os marginais serraram as grades e armados com uma pistola, renderam o motorista do caminhão de lixo e mais dois agentes que o acompanhavam. Eles jogaram o veículo contra o muro e ganharam as ruas. Um policial militar morreu durante o confronto com os marginais.