A Polícia Civil de Guaíra voltou, nesta quarta-feira (24), por volta das 11h30, ao local onde aconteceu a chacina, que deixou 15 pessoas mortas na última segunda-feira (22). Acompanhados de duas testemunhas, entre elas uma criança de 9 anos, os policiais reconstituíram os acontecimentos do crime para melhor esclarecer as circunstâncias em que o fato ocorreu. A outra testemunha, uma garota de 16 anos, também esteve presente. Segundo informações, o estado emocional da adolescente era bastante delicado e durante todo o trabalho ela chorou muito.

O delegado responsável pela reconstituição, Pedro Lucena, afirmou que não há previsão para o término da reconstituição, tendo em vista a urgência da apuração, mas que provavelmente deve durar o dia todo. Para realizar as investigações, vários policiais, civis e militares, vieram de várias regiões do Estado para fazer uma varredura na região à procura de indícios e pistas. Também há a participação de um perito da Polícia Científica de Umuarama. No total, 200 policiais estão trabalhando no caso.

A possibilidade de haver algum envolvimento com grupos criminosos do Paraguai foi descartada por Lucena. Ele disse que os principais suspeitos, Jair Correia, Gleison Correia e Ademar Fernando Luiz eram presidiários na própria cidade de Guaíra. Segundo ele, “alguns dos envolvidos estavam sendo acusados de roubar contrabandistas que atravessavam o lago Itaipu”, e completou, “provavelmente há ligação com o contrabando e o tráfico de drogas”.