O cassino descoberto numa mansão da Rua Padre Isaías de Andrade, no Parolin, na noite de quinta-feira, já havia sido “estourado” pela Polícia Militar, dois meses antes. A informação vem de um boletim de ocorrência, de 25 de novembro, quando foram recolhidas 56 máquinas caça-níqueis e um barman foi notificado em termo circunstanciado, por exploração de jogos de azar. Apesar disso, a ação policial e a falta de fiscalização posterior parecem não ter colocado medo nos donos da jogatina, que voltou a funcionar em janeiro, semanas antes de ser “estourada” novamente.

No boletim de ocorrência, os dois policiais militares que descobriram o cassino descrevem que passavam pela rua, quando um transeunte contou que pessoas em atitude suspeita haviam entrado na mansão. Os policiais relatam que tocaram o interfone algumas vezes e, apesar de estarem ouvindo pessoas conversando lá dentro, ninguém os atendia. Com isto, pularam o muro e viram várias máquinas caça-níqueis.

Responsável

Os policiais não acharam o responsável pela casa. Levaram apenas o barman ao Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul). O detido confirmou que trabalhava no local e declarou que não conhecia os demais funcionários e que o dono da casa chamava-se Elias. De acordo com o boletim de ocorrência, o barman foi convocado a comparecer numa audiência no Juizado Especial, em 24 de janeiro, dois dias antes do segundo “estouro” do cassino.

O delegado que estava de plantão no Ciac, Robson Barreto, no dia 25 de novembro, é o mesmo que recebeu os 40 caça-níqueis tirados da mansão semana passada. Apesar disto, Barreto não comentou com a imprensa que aquele cassino já havia sido fechado antes.

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