Em busca de Justiça, o marido da estudante Luciane Godoi, 28 anos, ferida com um tiro na barriga, às 20h30 de segunda-feira, procurou a Delegacia de Homicídios na manhã de ontem, e registrou o boletim de ocorrência do caso. A jovem sofreu o atentado quando saía da escola, na Rua Padre José Lupacenski, no Jardim Gabineto. Luciane foi levada ao Hospital Evangélico, onde foi submetida a cirurgia e seu estado é grave, já que a bala transfixou a barriga e atingiu órgãos vitais.

Com a ajuda de populares, Schermann Everson Bucnko apurou que, pouco antes do atentado, um Renault Scénic, que seria de cor vermelha ou bordô, com os numerais da placa 2299, estava rondando o bairro e perguntando sobre uma mulher chamada Sueli. “Acho que ele confundiu minha mulher com esta Sueli”, arriscou Schermann. Ele disse que após ir até o ponto final do ônibus, o homem retornou com o carro até em frente o colégio, desembarcou e atirou contra a jovem. “Ele efetuou mais disparos, mas só acertou um. Tenho certeza que este homem não estava atrás da minha mulher e sim de outra pessoa. Ela é doméstica, estuda à noite e é evangélica. Não tem inimigos. Ninguém teria motivos para fazer isto”, salientou Schermann.

Revolta

O marido de Luciane lamentou que após o atentado, chamou a Polícia Militar, passou informações e até agora não tem notícias de investigações. “Nenhum policial nos procurou após o atentado. Por isto vim até aqui. Pedir socorro”, afirmou. “Somos pobres e o atirador deve ser rico, devido ao carro que usava. Mas quero que esta pessoa seja punida. É o mínimo que podem fazer. Por isto vim aqui na Delegacia para ver se alguém faz algum coisa e descobre quem é que fez isto com a minha mulher”, ressaltou Schermann, que convive com Luciane há dez anos.