Alberto Melnechuky
Claudemir tinha fama de mulherengo e não quis reatar com Léa.

Enciumada com o novo relacionamento amoroso do vigilante Claudemir Estêvão dos Santos, 33 anos, sua ex-namorada Léa Júlio Barreiro, 32, segundo apurado pela polícia, matou o homem com um tiro, na madrugada de ontem, no Uberaba. O crime aconteceu no momento em que a vítima, acompanhada de seu filho de 14 anos, saía de um bar na Rua Aristides César de Oliveira Filho, no Jardim Iraí. Sentado no banco do motorista de seu Monza, o vigilante foi baleado no olho direito e morreu imediatamente. O garoto, que testemunhou a morte do pai, contou que após o disparo, a suspeita fugiu correndo.

Pelo que já foi levantado pelos investigadores da Delegacia de Homicídios, Léa, viúva de seu primeiro casamento, apaixonou-se por Claudemir, conhecido na região por ser mulherengo. Eles iniciaram um romance que acabou recentemente. Os policiais apuraram que, ontem, Léa aproveitou que o amado saía do bar e o abordou, na tentativa de acertar o relacionamento entre os dois.

Descuido

Porém, relutante, Claudemir teria negado o pedido da mulher e contou que estaria saindo com outra pessoa do bairro. De acordo com informações passadas à polícia, a ex-companheira, que carregava uma arma, enfureceu-se e disparou duas vezes, acertando um dos tiros no olho direito da vítima.

Conforme os relatos das testemunhas, após o crime, a mulher correu. Na pressa, Léa derrubou sua carteira de identidade, que foi apreendida e encaminhada à delegacia. Policiais ainda tentaram localizar a mulher, mas não tiveram sucesso. Foi levantado pelos investigadores que a suspeita conta com histórico violento e tem amigos perigosos no bairro, o que intimida possíveis denunciantes.