Acusada de matar um homem dentro de seu minimercado no Umbará, a comerciante Eliane Márcia Pedroso, 33 anos, entregou-se ontem à polícia. Acompanhada de um advogado, ela confessou ter atirado no homem identificado apenas pelo apelido de “Neguinho”, alegando legítima defesa.

Eliane disse que dormia com os três filhos menores em casa, nos fundos do Mercado Panjhou, na Rua Nicola Pellanda, quando levantou-se para tomar água às 3h da última quarta-feira, dia 29. Ao perceber a presença de um estranho com arma em punho dentro da casa, ela ficou atrás da porta, observando a movimentação do homem. No instante em que este se aproximou, Eliane teria avançado.

A mulher conta que na luta tomou a arma do invasor e disparou contra ele; assustada, chamou a irmã Solange, que mora ao lado, contou o ocorrido e desapareceu. O baleado chegou a ser conduzido pelo Siate ao Hospital do Trabalhador, onde chegou sem vida.

Desde então, a comerciante esteve abrigada na casa da mãe, até decidir apresentar-se e entregar o revólver calibre 38 com que matou o desconhecido. Ela disse ainda que conhecia de vista a vítima, que seria um andarilho e eventualmente fazia compras no mercado.

O delegado Sebastião Ramos Neto, da Homicídios, que ouviu o depoimento da comerciante, estranhou apenas o fato dela ter tomado o revólver do invasor. “É uma mulher de pequena estatura e gestante do sétimo mês”, disse, justificando a surpresa. “As investigações continuam. A versão dela pode cair por terra ou se confirmar”, completou o delegado. Após ser ouvida, Eliane foi liberada pela polícia e vai responder o inquérito em liberdade.