Sete meses depois de participar de um assalto a joalheria em Curitiba, César Eduardo Mori, 22 anos, se viu obrigado a se apresentar à polícia e confessar o delito, porque era ameaçado de morte pelo cúmplice.

Ele e Celso Lopes de Oliveira (que está foragido) invadiram armados a Viccenza Jóias, no Mossunguê, e roubaram cordões de ouro e cinco relógios, em outubro do ano passado.

Celso ficou com o produto do roubo e, mais tarde, deu R$ 17 mil para César, pela participação no crime. O assalto foi filmado pelas câmaras de segurança da loja e, posteriormente, as imagens comparadas aos álbuns fotográficos da polícia, o que permitiu a identificação de César, que tinha antecedente criminal. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. As investigações estavam a cargo do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

Medo

Com a identificação de César e o movimento da polícia para capturá-lo, seu comparsa ficou preocupado em ser delatado e o estaria ameaçando de morte. Como o rapaz estava escondido com familiares, também passou a sofrer pressão dos pais para que se apresentasse à polícia, antes que as ameaças fossem cumpridas. Na sexta-feira da semana passada, acompanhado de parentes, ele procurou a Delegacia de Furtos e Roubos e confessou o assalto.

Depois de ouvido, foi transferido para o Cope, onde fez nova confissão e apontou Celso Lopes de Oliveira, conhecido por “Zico”, como sendo o segundo assaltante. Ele também teve a preventiva pedida à Justiça e está sendo procurado. César foi transferido para o Centro de Triagem II, em Piraquara.