Detectar qual a influência da família no comportamento dos menores infratores é um dos principais objetivos do 15.º Encontro Estadual Adolescente em Conflito com a Lei, promovido ontem e anteontem, em Curitiba, pela Associação dos Magistrados e Promotores de Justiça da Infância, Juventude e Família do Estado do Paraná.
O juiz Fabian Schweitzer, da 2.ª Vara da Infância e Juventude de Curitiba e um dos organizadores do evento, afirmou que existe uma disfunção entre os agentes que formam a rede de apoio ao menor. Essa rede, formada pela família, escola e poder púbico, gera, na maioria das vezes em que não se trabalha bem, a marginalidade do menor. “Em 99% dos casos, o grande problema é a questão das drogas. A falta de contato da família, muitas vezes, é a causa primária para que o menor venha a ter problemas futuros”, afirmou Schweitzer. Ele explicou que o poder público precisa aprimorar os sistemas de atendimento e criar programas oficiais contra a dependência química. “Temos que discutir o tema e não capitalizar frustrações”.
O palestrante de ontem foi o juiz da Infância e da Juventude de Cascavel, Sérgio Luiz Kreus. Ele afirmou ser favorável à manutenção da idade penal atual, embora 80% da sociedade queira mudanças nessa questão.