Onze pessoas, entre elas dois policiais civis, foram denunciadas por formação de quadrilha e corrupção ativa para exploração de máquinas caça-níqueis, em Cornélio Procópio.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a ação penal é resultado de operação para coibir o jogo ilegal realizada em junho pelo núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-PR. Três dos denunciados – os dois policiais e um empresário dono das máquinas – estão presos.

Conforme a denúncia, desde 2000 a quadrilha arrecadou milhares de reais por mês ao controlar a distribuição de caça-níqueis em diversos estabelecimentos comerciais em Cornélio Procópio e diversas cidades vizinhas.

Segundo o MP-PR, os denunciados teriam ainda participação no jogo ilegal em outros estados, como em Santa Catarina, São Paulo e no Rio de Janeiro. Os nomes dos denunciados e das empresas envolvidas não foram divulgados em função de sigilo judicial decretado nos autos.

Conforme a ação penal, o empresário controlava a distribuição das máquinas para estabelecimentos comerciais interessados. Por meio de um contrato de exploração, era combinando um ganho percentual para o proprietário do comércio e uma fração maior ia para o empresário.

Para manter o esquema, o empresário pagava propina para que policiais mantivessem a jogatina na surdina. Todo o dinheiro arrecadado não era contabilizado para a devida tributação, em virtude das constantes perdas sofridas pelos apostadores que jogavam nas máquinas.